As aventuras de Jack Shadow, parte 2
Boite Firestarter
Jack chegou na recepção da boite e foi recebido pelo doorman/woman Sutek (que estava todo/a animado/a exibindo seus novos olhos ofídicos) com um abraco serpentino - que servia para verificar a presença de armas, entre outras coisas.
- Jack, que surpresa ! Novidade você por aqui !
- Eu também mereço uma noite de folga.
- Claro que ssssim..... ssssseja bem vindo querido ...... !
Ignorando o ceticismo do doorman, Jack passou pelos segurancas e foi se ambientar com o local, com suas luzes em padrões fractais e o som onipresente. A casa era um dos locais favoritos dos jovens, justamente por abrir mais cedo - permitindo mais tempo de diversão antes do toque de recolher, as 23:30h
No interior, jovens e adolescentes - turbinados a Go Cola - dançavam freneticamente no palco, os garotos liberando seu lado “britney”, equanto as garotas tentavam vencer a concorrência desleal. Algumas trajavam reflex trajes, enquanto outras desfilavam com seus trajes noticiários (a última moda entre os descolados ....)
A apresentadora da noite - Lilly Lamare - subiu ao palco, interrompendo a danca das bambis. Ela comecou a divulgar os eventos da semana, mas isso era info velha para Jack que ja havia lido o newsletter da g-Tribe desde ontem, por isso ele prestou mais atenção no público, em busca de seus alvos. Não demorou para encontrar o primeiro - Stiff - agarrado com o ficante da vez, alheio ao resto da boite. Tanto melhor, pensou Jack, nem vai notar o infravermelho.
Atualmente as pessoas, ao menos aquelas que podiam pagar, andavam com mini-computadores personalizados - relógios, jóias, pulseiras. Todas wireless, conectadas por infravermelho. A dificuldade neste caso era a de acessar o periférico sem a autorização do proprietário.
Para isso, entretanto, Jack conhecia a solução - as empresas fabricantes dos mini-comp criaram um código de acesso interno, para os casos em que o usuário estivesse incapacitado de permitir o uso alheio. Claro, isso não é do conhecimento geral, mas ele conhecia um funcionário de uma dessas empresas que lhe devia um "grande" favor.
Bastava descobrir aonde estava a porta de acesso, selecionar o código adequado (cada modelo possuia o seu) e resgatar a senha.......talvez o anel de caveira .... não....a coleira metalica tinha uma pequena placa...melhor checar....sim, sinal de resposta....
A operacao de invasao, busca e captura dos dados durou 1,23 segundos - abençoado seja o fóton - e a inserção do virus para apagar o código levou metade do tempo. O intervalo entre um beijo e um amasso.
Primeira parte resolvida, se pelo menos o próximo alvo for tão desatento quanto o primeiro, esse seria o trabalho mais fácil dos últimos tempos. Procurando um canto mais isolado, Jack realizou uma nova busca pelo loiro misterioso, e mais uma vez ele nada encontrou no Googles, o que era meio que uma impossibildiade hoje em dia.
Hora de tentar outro tipo de busca, se decidiu afinal enquanto acesava o terminal da polícia por um backdoor que um amigo havia instalado há uns dois meses. O acesso mais importante era à central das câmeras de segurança, que monitoravam a cidade. Uma vez nela, era só inserir a foto obtida do alvo e iniciar uma busca em tempo real. Se o loiro estivesse nas ruas, ele seria encontrado.
A busca levou uns quatro minutos, tempo demais para os padrões de Jack, mas finalmente o alvo foi localizado, caminhando em direção à zona verde, não muito longe dali.
Saindo rapidamente da boite - se corrresse ele o alcançaria antes de chegar no parque, Jack nem notou as três figuras trajando hábitos negros que entravam na dançeteria ....

Escrito por Musgo às 23h09
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